Fone de ouvido, celular e um shorts com bolso. Se você resumisse o kit básico do corredor brasileiro em três itens, seria esse. O estudo Por Dentro do Corre II (Olympikus + Box1824) mapeou os acessórios mais usados — e mais valorizados — pelos corredores do país, e o resultado ajuda a entender o que realmente importa na hora de sair para treinar.
O fone é sagrado
De todos os acessórios pesquisados, o fone de ouvido lidera com folga: 53% dos corredores o utilizam durante os treinos. Mas o dado mais revelador não é o de uso — é o de importância relativa. Quando perguntados quais itens são mais essenciais entre os que usam, o fone aparece disparado como o mais indispensável. Não é força de hábito: é o item que os corredores brasileiros menos abrem mão.
O celular vem logo atrás, usado por 44% dos corredores — geralmente para tocar música, acompanhar o pace por aplicativo ou simplesmente servir de companhia.
Hidratação: pouco usada, muito valorizada
Squeeze e garrafinha aparecem com 29% de uso — não é o item mais comum da lista, mas quando perguntados sobre importância, quem usa dá alto valor à sua função. É um padrão que se repete: itens ligados à hidratação não são universais, mas quem depende deles não abre mão.
O relógio de pace: alta demanda, baixa penetração
Apenas 30% dos corredores brasileiros possuem um relógio que marca o ritmo da corrida. Mas entre quem tem, 6 em cada 10 o consideram um acessório importante — sinal de que o produto ainda tem grande espaço para crescer entre os 70% que não possuem.
Quem não tem relógio recorre a alternativas: 25% correm por tempo estimado (“vou correr 30 minutos”) e 24% usam aplicativos de celular como Strava, Runna ou Apple Saúde para acompanhar o desempenho. Já quem tem relógio raramente usa só ele — o item mais comum é complementar o relógio com aplicativos de celular, muitas vezes conectados ao próprio dispositivo.
Protagonismo além dos instrumentos
Um dado que resume bem a mentalidade do corredor brasileiro em 2025: 41% discordam da frase “minha performance está totalmente vinculada aos instrumentos que eu uso” — acima dos 35% registrados em 2024. Ou seja, cada vez mais corredores se colocam como protagonistas dos próprios resultados, e não reféns do equipamento.
Acessório é acessório. Corredor é corredor. E é o corredor, cada vez mais, quem decide o que carrega — e o que dispensa — na hora de sair para correr.
Este artigo é parte da série Pace5 sobre a 2ª edição do estudo “Por Dentro do Corre”, uma colaboração entre Olympikus e Box1824.




