*Foto: divulgação via https://circuitobrasilgigante.com.br/
Se você acompanha o mundo da corrida, provavelmente já ouviu falar das Six Abbott World Marathon Majors, o circuito que reúne as seis maiores maratonas do mundo: Tokyo, Boston, Londres, Berlim, Chicago e Nova York. Completar as seis é o sonho de todo maratonista sério.
Pois o Brasil acaba de ganhar a sua versão nacional. E vale muito a pena conhecer.
Em abril de 2026, foi lançado oficialmente o Brasil Gigante, um circuito que reúne oito maratonas espalhadas pelo país, todas com selo ouro da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo). A proposta é simples e poderosa: quem completar as oito provas de 42,195 km recebe uma medalha especial de conclusão. Sem prazo limite. Cada um no seu ritmo.
Por que isso é maior do que parece
O Brasil Gigante não quer só fazer você correr mais maratonas. A intenção é promover o contato com culturas e sotaques de diferentes regiões e incentivar o turismo interno através do esporte.
Isso faz todo sentido. Correr em São Paulo é completamente diferente de correr em João Pessoa ou em Florianópolis. O percurso, o clima, o público, a cidade que você descobre antes e depois da prova. Cada maratona vira uma experiência diferente, não só um número no relógio.
E sem prazo para concluir, o desafio se transforma em um projeto pessoal de médio ou longo prazo. Não é uma corrida contra o tempo, é uma construção.
Para quem já correu algumas, tem retroatividade
Esse detalhe é muito justo. O circuito aceita certificados de conclusão de edições passadas, desde que a prova já possuísse o selo ouro da CBAt na época. Para as maratonas de São Paulo e Porto Alegre valem resultados desde 1995. Em João Pessoa, a validade começa em 2023; Salvador em 2024; e Floripa em 2025.
Ou seja, se você já correu alguma dessas provas nos últimos anos, já tem etapas no bolso sem saber.
Como funciona na prática
O cadastro é gratuito e feito direto no site do circuito, o circuitobrasilgigante.com.br. Por lá você registra as provas que já concluiu e vai atualizando à medida que completa novas etapas. As inscrições em cada prova continuam sendo feitas de forma independente, direto com os organizadores de cada evento.
O investimento é nas inscrições, viagens e hospedagens de cada prova individualmente. Que, convenhamos, faz parte do pacote de quem leva a corrida a sério.
E você toparia esse desafio?
Oito maratonas, oito cidades, oito histórias diferentes. Tudo isso sem prazo, no seu ritmo.
Pra mim, por enquanto, o foco é terminar a minha primeira maratona em Buenos Aires. Depois que cruzar essa linha de chegada, aí a gente vê se tenho coragem de começar a pensar no Brasil Gigante. Mas confesso que a ideia já está na cabeça.
E você? Depois de completar a sua primeira maratona, toparia encarar as oito? Conta nos comentários.




